No finalizinho de um feriado cheio de emoçøes com nossas crianças, estava por aqui fuçando e tentando ficar inteira para a minha noite de descanso depois de uma semana intensa + feriado agitado. E olha só o que achei: http://tips-for-new-bloggers.blogspot.com
Mesmo que você nåo tenha a pretensåo de levar a sério o seu blog, ou de levar a sério o que escreve nele, ou de se levar a sério (acho incríveis quaisquer das opçøes) vai lá.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Colando

Hoje aprendi de verdade que não devemos fazer algo que sabemos ser errado.
Aprendizado tardio esse, porque nunca tinha me deparado com uma situação de ser pega colando. Porque não costumo colar, e não porque nunca sou pega.
E hoje fui, colando em geografia, na prova trimestral.
Desde que me lembro ter entrado na vida adulta, e faz tempo, costumo seguir minhas crenças. Dependendo da situação e dos interlocutores, sou mais ou menos cuidadosa com a verdade. Mas falo a verdade, de uma forma ou de outra. Achar que os fins justificam os meios nunca foi a forma como conduzi qualquer assunto da minha vida, nem pessoal, nem profissional. A menos que tivesse a certeza de estar fazendo o bem. Por exemplo não chamando uma amiga que esta com dez quilos a mais de Shamú no tanque 8, obviamente para não magoá-la. Pra que, né?
Que eu me lembre essa foi das poucas vezes em que fiz algo por mim, de maneira egoísta, deixando de lado os demais. Não tive a intenção, é claro, de prejudicar nem magoar ninguém, mas de boas intenções o inferno tá cheio, e nisso eu acredito. Tive a desculpa pra mim mesma do outro lado ter conduzido de uma maneira equivocada o assunto, ao meu ver. Mas como disse a minha querida amiga Gi, o fato do professor de geografia mandar só ler polígrafos e não dar aulas direito, não dá o direito de uma pessoa colar.
Não teve morte, nem sangue, nem separação, nem choro (talvez algum meu, vai). Mas teve desconforto, porque resolvi não fazer o que achava ser o correto, por pressão, por vontade do objetivo final, por pura falta de luz. Talvez tenha preferido o caminho mais fácil uma vez, e errei, errei e errei.
Melhor sempre é acreditar 100% no que se faz. Melhor agir pelo melhor. Os fins não justificam os meios. Aprendi, estou remoendo, e só estou fazendo este post pra ver se minimiza isso que estou sentindo. Que aliás, é uma merda.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Muchachas (de servicio)
Contratei uma empregada há um mês. Eu Fefê, felizes com a conquista da nova senhora.
Tudo porque a nossa atual cozinha , lava, passa, organiza e cuida bem das nossas crianças. Mas mente, chega ao meio dia ao invés de 8h30min, e é insubordinada.
Engraçado como ter filhos cria algumas dependências que nunca imaginamos. Essa é uma. Como mandar embora uma empregada sem ter outra antes? Gostaria que ela pudesse sumir da nossa vida sem que eu nem tivesse que comunicar. A cada mentira me sinto violentada. Exagerada não? Mas vai conviver com uma mina dessas dentro de casa...
Ainda bem que tenho um marido absolutamente companheiro que compartilha este carma e esta etapa, e não me deixa sozinha lidando com a criatura. Procuramos, procuramos, procuramos. Contratamos uma agencia de muchachas de servicio. Surpresa: cinco entrevistas marcadas e só uma apareceu. Esta apareceu duas horas antes do combinado, inclusive das duas entrevistas que fez separadamente, conosco.
Obvio que nos encantamos, contratamos há exatamente um mês. Hoje, pouco antes de ir pra casa demitir a atual, recebo um e-mail avisando que a fulana desistiu do emprego, sendo que começava amanhã. Ainda tive que ler num e-mail posterior que a maioria das empregadas estão desempregadas porque querem, que a classe é assim, e que é melhor agora (a desistência) do que daqui a uma semana.
Fala sério. Não sei se a classe é pior, ou se os mediadores entre elas e nós.
É engraçado isso. Sempre me encho de pena, fico com mil pesos na consciência de chamar a atenção a sério pelo horário e por tudo mais, afinal são pessoas que ganham pouco, que pegam 50 ônibus e enfim. Uma certa culpa católica. Não sei bem porque, talvez por termos uma vida ótima, brindada com o que o trabalho traz de bom, e de ruim também, como tudo. Bullshit, sou uma idiota.
Bom, volto pra casa agora sem poder demitir a véia que lá habita during the Day, e sem nem uma sombra de uma nova doméstica. Presenteando-a com pelo menos mais um mês de emprego, mesmo depois de hoje ter chegado a uma hora da tarde pra trabalhar e ter mentido novamente.
Mas aprendi uma coisa, que qualquer culpa acabou, e que no dia em que demiti-la terei um sorriso por dentro e um alívio profundo. E que a próxima, realmente estará trabalhando nos campos de concentração, porque minha paciência acabou com qualquer falta de respeito. A única coisa que desanima, é que da próxima também estaremos dependentes pela mesma razão, mas tudo bem. Pelo menos vou ter aprendido que dá pra encontrar uma substituta, sempre.
Pronto, desabafei.
By the way: alguém tem uma empregada pra indicar pelo amor de Deus?
Tudo porque a nossa atual cozinha , lava, passa, organiza e cuida bem das nossas crianças. Mas mente, chega ao meio dia ao invés de 8h30min, e é insubordinada.
Engraçado como ter filhos cria algumas dependências que nunca imaginamos. Essa é uma. Como mandar embora uma empregada sem ter outra antes? Gostaria que ela pudesse sumir da nossa vida sem que eu nem tivesse que comunicar. A cada mentira me sinto violentada. Exagerada não? Mas vai conviver com uma mina dessas dentro de casa...
Ainda bem que tenho um marido absolutamente companheiro que compartilha este carma e esta etapa, e não me deixa sozinha lidando com a criatura. Procuramos, procuramos, procuramos. Contratamos uma agencia de muchachas de servicio. Surpresa: cinco entrevistas marcadas e só uma apareceu. Esta apareceu duas horas antes do combinado, inclusive das duas entrevistas que fez separadamente, conosco.
Obvio que nos encantamos, contratamos há exatamente um mês. Hoje, pouco antes de ir pra casa demitir a atual, recebo um e-mail avisando que a fulana desistiu do emprego, sendo que começava amanhã. Ainda tive que ler num e-mail posterior que a maioria das empregadas estão desempregadas porque querem, que a classe é assim, e que é melhor agora (a desistência) do que daqui a uma semana.
Fala sério. Não sei se a classe é pior, ou se os mediadores entre elas e nós.
É engraçado isso. Sempre me encho de pena, fico com mil pesos na consciência de chamar a atenção a sério pelo horário e por tudo mais, afinal são pessoas que ganham pouco, que pegam 50 ônibus e enfim. Uma certa culpa católica. Não sei bem porque, talvez por termos uma vida ótima, brindada com o que o trabalho traz de bom, e de ruim também, como tudo. Bullshit, sou uma idiota.
Bom, volto pra casa agora sem poder demitir a véia que lá habita during the Day, e sem nem uma sombra de uma nova doméstica. Presenteando-a com pelo menos mais um mês de emprego, mesmo depois de hoje ter chegado a uma hora da tarde pra trabalhar e ter mentido novamente.
Mas aprendi uma coisa, que qualquer culpa acabou, e que no dia em que demiti-la terei um sorriso por dentro e um alívio profundo. E que a próxima, realmente estará trabalhando nos campos de concentração, porque minha paciência acabou com qualquer falta de respeito. A única coisa que desanima, é que da próxima também estaremos dependentes pela mesma razão, mas tudo bem. Pelo menos vou ter aprendido que dá pra encontrar uma substituta, sempre.
Pronto, desabafei.
By the way: alguém tem uma empregada pra indicar pelo amor de Deus?
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Cartier-Bresson - Vai!



Exposição de Henri Cartier-Bresson. São 133 imagens absurdas, impressionantes, e não dá pra dizer o que é mais interessante. Se os retratos, os flagrantes de rua, ou os grandes acontecimentos da histÓria, fotografados com um olhar absolutamente perspicaz e sensível. Creio que a grande diferença entre ser fotógrafo e ser fudido mesmo é a sensibilidade. Além disso, com 133 fotografias e pelo tipo de trabalho, dá pra ter uma bela noção de parte do século, pois grandes fatos estão documentados a partir de 1931 e os cotidianos estão lá de forma poética, retratando a realidade da época.
O SESC Pinheiros foi outra bela surpresa, o lugar é sem dúvida uma grande opção. Cheio mas sem filas, organizado, com silêncio, e muita educação de todos (talvez por um momento de sorte, mas enfim). A única questão é que com tamanho silêncio, a exposição não é exatamente ´children´s friendly´ e os nossos, que naquele momento nos brindaram com muita paz, não foram silenciosos o suficiente para competir com o barulho das moscas. E óbvio, o olhar lançador de chamas de uma japa que fica na porta controlando a entrada dos visitantes no segundo andar (e parte maior da exposição) constrangeram um bocado.
Vai lá, sem filhos, e com tempo.
Exposição Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo
Sesc pinheiros - Paes Leme, 195. Pinheiros, São Paulo
Área de exposições, Térreo e Sala de oficinas, 2º andar
Visitação de 17 de setembro a 20 de dezembro 2009
Terças a sextas-feiras, das 10h30 às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Coraline

Adoro animações. Adoro mais ainda poder me divertir acompanhando as crianças em filmes que também agradam aos adultos.
Ontem assisti a Coraline, uma super animação absurda do ponto de vista de qualidade. Além da história é claro, que trata de uma menina que se muda com seus pais para a zona rural do fim do mundo e vai morar num lugar chamado Pink Palace Apartments. Que além de ser quase um daqueles castelos engraçados de filmes de assombração, é divido com duas atrizes aposentadas e um ex-acrobata. Mas a história começa com a descoberta de uma pequena porta em um dos andares da casa que liga a vida dela a uma nova, que não necessariamente é um conto de fadas. O filme é cheio de beleza e muitos sustos. Muitos mesmo, inclusive em doses exageradas para qualquer pessoa que tenha pesadelos freqüentes (meu caso). Pra mim é um filme de terror com uma roupinha de filme descolado para crianças, que todo mundo levaria seus sobrinhos e filhos. Enquanto assistia, me peguei pensando varias vezes que terror mesmo deve ser passar a noite numa casa com crianças que tenham visto o filme.
Vale a pena, se você é adulto com qualquer gosto. Se você pensava em levar alguém com menos de 12 anos, sinceramente nem considere. Pelo menos se não quiser ter que jogar todas as bonecas de pano da casa no lixo.
Melhor ver o trailer
http://www.youtube.com/watch?v=LO3n67BQvh0
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O paraíso é aqui


Nåo dá pra acreditar, mas existe um lugar assim. Como este aqui, onde estamos agora.
A 14 km de Gramado, na Serra Gaúcha, no final de uma estrada de terra, de boa qualidade diga-se de passagem, está localizada esta maravilha. Såo oito chalés, todos feitos com peças escolhidas cuidadosamente de antigas casas de colonos da regiåo. Alemåes e italianos, que vieram pra cá na segunda guerra sem nada, entåo fundiram seus utensilhos, construíram suas casas, plantaram muito, e deram origem a grande parte de nossos ancestrais. Aliás história essa que enche de orgulho o povo gaúcho, e nem vou me estender muito, porque quero mesmo é falar do La Hacienda.
Estes oito chalés feitos de materiais de demoliçåo eståo no meio de uma chácara absolutamente espetacular. Com uma natureza esplendorosa, que nesta época ainda oferece chuvinha e aquela névoa baixa, típica do Sul, chmada por aqui de Serraçåo. Nåo dá pra enxergar nada, nenhum palmo pra frente, mas por isso mesmo temos a desculpa de nåo precisar sair nunca da nossa incrível pousada. Cada chalé tem lareira, que fica acesa permanentemente. Com delicados e educados funcionários que vem até aqui para reascende-la se precisarmos, a qualquer hora do dia ou da noite, o lugar é cheio de mimos. Com esquadrias lindas antigas, tijolos de demoliçåo, lençois bordados, uma sala em frente a lareira deliciosa, calefaçåo na medida, banheira de hidromassagem, que cabem duas pessoas, lindos abajures, cd da pousada, TV LCD (que esperamos usar muito pouco) e ainda um segundo piso que enche de charme a nossa cabaninha, o lugar é inacreditável. Fora as lavandas espalhadas por toda a propriedade, que sao colhidas e deixadas em pontos estratégicos do chalé, toda vez que saimos e voltamos com a surpresa dos mimos de um lugar pensado pra deixar os hóspedes felizes. Ontem encontramos depois do jantar biscoitos e chocolates, com um chá digestivo delicioso para degustarmos antes de dormir.
Sem falar no restaurante absolutamente romântico de um bom gosto absurdo, com um cardápio de fazer inveja a muitos lugares em SP.
Entendi bem o que significa roteiro do charme depois dessas mini-férias. Se tiver um tempinho, venha explorar a serra gaúcha, voce nåo vai se sentir na Europa como dizem por aí, porque vai ouvir aquele portugues carregado de um interior feito por Italianos e Alemåes que parou no tempo. E isso faz toda a diferença.
E se tiver disposiçåo de curtir um silêncio reparador misturado a um perfume suave de lavanda, passe pelo menos um dia aqui no La Hacienda. Escolha bem a companhia, porque este lugar merece ser aproveitado com alguém muito amado.
http://www.lahacienda.com.br/
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