sábado, 15 de maio de 2010

Pedale


Nunca curti muito andar de bike. Até já tentei gostar, mas já é hora de contar pra mim mesma várias coisas , e uma delas é que nåo gosto de sair pedalando pela rua, tenho medo. Prefiro correr, porque nåo me sinto correndo perigo de ser atropelada por carros ou por outros ciclistas. Outra coisa que assumi recentemente é que tenho medo de elevadores que despencam, montanhas russas e brincaderas que dåo frio na barriga na maioria.
Meu marido é um ser que pedala, adora bicicleta e sente muita falta de fazer trilhas e corridas de aventura. Eu sou um ser a pé, mas me convenci a alugar uma bike em Santa Barbara, onde a pequena cidade-praia é totalmente biker's friendly, além de ser uma tranquilidade. E que surpresa, ainda alugamos uma Tanden, com lugar pra dois pedalarem.
Conseguimos explorar a orla toda em tempo recorde, descobrimos um lago lindo, com direito a vale e casas maravilhosas ao redor. Sentimos o ventinho frio batendo no rosto num lindo dia de sol. E isso claro, sem contar a sensaçåo de estar fazendo exercício, que é sempre ótima.
Aconselho muito em viagens e nos finais de semana (em cidades seguras pra isso). Pedale, além de ótimo exercício, ajuda a salvar o planeta e te faz conhecer a cidade de um outro jeito, com outro olhar.

Em Vegas



Imagine que para entrar no seu hotel você cruze obrigatoriamente pela Hot zone do shopping Morumbi (lugar dos fliperamas e jogos) multiplicada por dez em tamanho. Tenha ainda no segundo piso uma espécie de praça de serviços do shopping Eldorado (sim, naquele buraco onde tem a polícia federal), tudo isso coma freqüência do pavilhåo 9 do Carandirú, onde pessoas circulam muito bêbadas dizendo bizarrices a partir de 8h da manhå non stop. E claro, com a sensaçao de estar permanentemente dormindo e acordando dentro de um imenso cinzeiro.
O positivo do local é que pra quem gosta tem um elevador que despenca do 100 andar numa torre em cima do hotel, e ainda um trenzinho que fica lá em cima pendurado. Eu como já estava ok de emoções, passei a bola.
Este é o Hotel Stratosphere em Vegas. Sorte que estávamos felizes felizes, com nossas férias e casamento. Se nåo, teríamos mudado com com certeza.

domingo, 28 de março de 2010

Lá e aqui


Passei 8 dias na Venezuela filmando, acabo de chegar.
Assustador ter sentido tanto receio de ir pra lá. Pelo perigo, pela crise, pelo momento do pais.
De toda idéia que tinha da insegurança, me enganei bastante em relaçåo ao medo, porque nem cheguei a me sentir insegura. Mas determinadas situaçoes realmente fazem com que quaquer pessoa possa sentr a crise que a populaçao vive.
Primeiro, tudo está a meia luz, na penumbra. Lojas, restaurantes, hotéis. Nosso hotél era o Pestana, que entra na categoria hotel-boutique, e faltava luz pra passar um batom direito. Parecia proposta, e poderia até ser, mas nåo era. Ar condicionado só funcionava na sala onde estávamos durante dois dias. O resto da produtora as escuras, totalmente.
Meio surreal termos direito a este luxo só por sermos estrangeiros e porque possivelmente a empresa a qual estava trabalhando pra nós se programou muito bem pra nos receber.
A água é ligada duas vezes ao dia para a grande maioria da populaçåo e isso é muito perceptivel na sujeira dos pratos, talheres e copos. O maior shopping de Caracas, que tem cara de Center Norte em véspera de Natal, ficou metade desligado num sabado a noite, quando tive o desprazer de andar por lá. E aí sim, confesso que senti um certo medo, afinal tenhpo cara de gringa e nåo estava com nenhum segurança armado comigo num lugar cheio, e praticamente a luz de velas.
A semana passou, estou aqui de volta, feliz, tranquila e voltando do shopping. E depois de uma semana achando que coisas poderiam acontecer e tomando mil cuidados na Venezuela, o celular do meu marido foi roubado no Iguatemi, em pleno reduto dos endinheirados paulistanos.
Isso é pra mostrar como devemos olhar pro nosso próprio umbigo primeiro.

sexta-feira, 5 de março de 2010


Este vai pra minha queria amiga Karina.
E pra mim mesma, que deveria ter lido isso no ano passado, quando várias vezes me senti tão cansada e com a sensação de que não chegaria viva sem férias no final do ano. Mas no fundo sabia que era fase, que era uma grande fase de encaixes.
Cheguei. Tudo passou, melhorou, se resolveu, até a proxima onda de percalços. É assim né, e que bom. Mas o melhor mesmo é sabermos aproveitar quando o tempo da tranqülidade vem, os dias com pouco pra fazer no trabalho, ou os dias em que não temos nada programado num sábado e nada vem a cabeça. Precisamos saber aproveitar o óssio, a calmaria. Odeio aquela gente que inventa motivos pra estar cansada, ou sempre acha que não estar estressado é não estar vivo. Nossa, que falta de sabedoria.

quarta-feira, 3 de março de 2010


Existe uma New Jersey inteira dentro de NYC.
Estava acostumada a ir pra Alemanha ultimamente a trabalho. As mulheres por lá são basicamente tão descoladas que parecem um pouco sujas, com aquele cabelo seboso, e aquelas roupas soltas meio sem cor. Quando aparecia uma em alguma reunião que tirava o seu casaco e estava elegantemente vestida, eu fazia questão de fazer um belo elogio. Afinal estávamos em Hamburgo, berço de uma grande empresa de beleza , apesar do frio alemão e da cultura da falta de vaidade. Troquei de trabalho, de empresa de beleza e de país onde nossa matriz e o cliente estão sediados. Mas apesar de tudo acontecer em NYC e graças a Deus, meu cliente ser uma baita marca de cosméticos mundial, é impressionante como dentro das empresas o pessoal não tem vaidade alguma. Da porta pra dentro, as roupas combinam e muito com aqueles aqueles carpetes beges.
Aquele lugar incrível que esbanja moda, com sobreposições descombinadas e absurdamente descoladas não faz parte do meu mundo New Yorker. No meu mundo, as mulheres andam de saia sem corte pelo joelho, meia de seda COR DA PELE (SIM, COR DA PELE) e aqueles scarpins de senhoras idosas com o calcanhar de fora com salto puído. Isso pra não falar da combinação de beges, azuis, marrons, tudo que tenha a menor graça possivel combinado com algo sem graça, e casaquinhos quaisquer horrorosos que caem sobre aquelas carcaças sem atitude.
Fora o fato, muito bem observado pela minha cliente brasileira cheia de estilo, de cada uma das mulheres ter apenas UM casaco que é usado a semana inteira, sem falhar um só dia. Isso também vale para gorros, cachecóis e luvas, que também nessa cultura nada New Yorker, não precisam ser variados e muito menos combinados com nada. Me senti sentada em reuniões na Minnesota de dezoito anos atrás, onde eu via minha host mother sair pra trabalhar e me perguntava de que planeta ela tinha surgido. Agora me pergunto onde foi que New Jersey cruzou as pontes e se instalou exatamente dentro das companhias em Nova York, em plena Avenida das americas, quase com a quinta e com a Madison, ao lado das Pradas, Guccis e Versaces.
Ouvi lá pelas tantas de uma colega de agencia a seguinte frase: Fashion stays home in the winter. Até aí tudo bem, afinal qualquer coisa pode ser chamada de fashion ou não. Mas e a vaidade? Fica em casa por uma temporada inteira também? Preguiça, não?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Morandi


Sigo em NYC. Na minha jornada bem trabalhosa de trabalho. Achei que teria uma viagem mais leve, por ser a primeira com meu novo cliente. Mas que nada, me enganei total, está rolando rock N´Roll pesado, mas pra isso estou.
Achei que chegaria destruída ontem no hotel a noite, morrendo de sono. De fato estava acabada, mas minha agitação era tamanha que o melhor negócio foi mesmo encarar a reserva no Morandi e ir conhecer. O restaurante foi super em indicado, e é dos mesmos donos do Pastis e Bathazar, o que já no mínimo torna o lugar obrigatório de se conhecer.
Lá fomos nós felizes e contentes, tudo perfeito. No momento em que colocamos o pé no lcal já vimos que tinhamos conseguido ouvir um ao outro pela última vez minutos antes. O restaurante é absurdamente barulhento, cheio (isso já imaginava), o atendimento é bem mais ou menos, sem nem comentar muito do garçon ter dito que só poderiamos pedir entrada junto com os pratos principais. Isto é, eles decidem o ritmo em que comemos. Não curti.
As pessoas falavam num tom de voz muito acima da média, o lugar é enorme, bem italianinho em termos de decoração, e a comida sinceramente tinha gosto a nada. Zero tempero, zero personalidade. E nem foi azar, provei a do Fefê e mantive minha opinião.
Ganhou nota 4, só porque é em NYC. Se fosse em SP, ganharia um 2.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

DBGB


Cá estou eu, em NYC. A trabalho, feliz da vida, e finalmente com uma chance de passar alguns dias também aproveitando um pouco. Afinal consegui um dia antes e um depois do trabalho. Delicia.
E como costumo lembrar que para uma NYC, tem umas cinco Venezuelas, quero aproveitar todos os segundos livres, inclusive jantando a noite também na companhia da minha cliente. Que aliás, isso é um capítulo a parte, nada como ter uma cliente bacana, descolada e super agradável. Uma benção de fato.
Ontem depois de conhecer os laboratórios em New Jersey do meu cliente, fomos para o hotel descansar entre 18h e 20h. Estava acabada, mas ainda assim criei forças para levantar abaixo de insistência para irmos cumprir a nossa agenda de reservas.
Nosso destino foi o DBGB, do chef modernetes Daniel Boulud, incrível incrível incrível. O lugar é descolado e super aconchegante, todas as estantes que estariam numa adega, ou cozinha, com pratos , copos, talheres, e vidros de coisas estão expostos e fazem parte da decoração. O cardápio é absolutamente contemporâneo e oferece uma mistura de coisas que eu não saberia colocar numa mesma categoria. Eu comi uma massa com caviar e camarões, Fefê vitela e Patricia já não lembro. Tudo ótimo, decoração incrível, e apesar da hostess ter uma atitude de moça de vida fácil (ai que vontade de resumir melhor isso) nada como chegar num lugar com reservas e a mesa estar pronta em cinco minutos, com um super atendimento, drinks deliciosos e comida incrível . Um luxo.
Vale a pena.
WWW.DBGB.com
299, bowery (entre Houston e first st.)